sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

No fim de tudo que existe

Como uma estrela se apagando
eu vou perdendo a vontade de viver
controlo as lágrimas do meu rosto
quando penso que vou te perder.
Talvez não tenha mais noção
do quão és importante para mim
sou um náufrago solitário
tristemente vivendo assim.
Então me alveje com o derradeiro destino
implante em meu peito a dor
dê-me a agonia merecida
noites frias sem calor.
Esqueça os belos momentos
e dê lugar às lágrimas
viva e me deixe viver os tormentos
lágrimas, lágrimas, lágrimas.
Deixe os outros decidirem
se nos amamos ou não
não quero que viva
poucos momentos de ilusão.
E se eu morrer
não chore, não clame
simplesmente deixe ser
o amor, um infame.


**POESIA CRIADA EM 1996

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