terça-feira, 3 de janeiro de 2017

De volta

O amanhecer me dói na alma
o sol machuca meus olhos
seca as lágrimas do meu rosto
sou tão fraco e tão pouco.
Sentimental em abundancia
vivo no escuro do meu ser
escondendo a minha ignorância
tanta tolerância, tanta tolerância.
À noite em meu quarto
vejo o meu rosto no escuro
sem nada, sem sorriso
só um sussurro, só um sussurro.
Voltas-te tão cedo ó tristeza
para roubar minha felicidade
sou um bicho do mato
vivendo na cidade.

O amanhecer me dói na alma
tardes tão calma
tardes tão calma.


**POESIA CRIADA EM 1996

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