sábado, 26 de novembro de 2016

Tempos passados

São tempos passados...
Lágrimas, tristeza e dor.
Foram tantos desencontros
tantos dissabores.
Briguei com tantos
gritei com todos.
Me fiz de tonto
fingi ser surdo.
Arranquei do meu peito
um coração enfraquecido.
E depois de tempos passados
descobri que tinha sido vencido.

Arrancaste meu espírito do corpo, só para me mostrar que já estou morto, sou agora intangível, inimaginável, um ser sem estrutura, mas memorável. Tem tanto sol no vale azul, tanto verde no cume já nu, se há vida me esperando, porque o diabo fica me espreitando? Deus fez a terra e o ar, fez o mar e as montanhas, foi juiz e sentenciador, foi quem inventou o amor. Não tenho tristeza em meu peito, alegria em minha alma, não tem noite fria, aqui só perdura a calma, calma não enlouqueceste, não é uma ilusão, estou ao lado do pai e também do irmão. Dona morte me observa como quem quer me controlar, a vida pode ser eterna, deixando a morte te levar, não morri agora, sou um guerreiro da luz, querendo uma revanche, me deste força Jeová, sou homem-anjo, com a ultima chance.


**POESIA CRIADA EM 1999

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