domingo, 19 de outubro de 2014

Sangue


O sangue
o sangue nas mãos
nas minhas mãos
o sangue do coração.
Tento me controlar
o sangue escorre
entre meus dedos
junto ao chão
o sangue cai e morre.
Eu então choro
o choro arde  minha face
não! Não é lágrima
é sangue
o sangue renasce.
Eu sou um anjo
não! Sou um demônio
sou um homem
sou antônimo, sou sinônimo.
O sangue
o sangue nas minhas mãos
o sangue é meu
de quem morreu
por insistir na paixão.

***POESIA CRIADA EM 1996


*foto: Anderson Izidoro

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