sábado, 26 de janeiro de 2013

O poema



Na vastidão do silêncio impuro
Ouço vozes que nada me dizem
Ouço gemidos que me dizem tudo
Mas o silêncio sufoca qualquer barulho.
Na escuridão eu vejo os teus olhos
Que assassinam qualquer coração
mostrando teu reflexo nos meus olhos
um reflexo do nada...
Tento entender o teu jeito estranho
a densa forma invisível da tua sombra
os teus lábios que tanto me atraem
a tua alma que me assombra a noite.
Você me surgiu como um fantasma
me ensinando tudo e dizendo nada
agora você vai embora
e eu... eu fico sozinho no silêncio da chuva
mais uma vez esperando a minha hora.
O poema é uma declaração de amor
que se compõe para a mulher amada
um incrível sentimento de dor
quando a mesma mulher nos dizem... nada.

***POESIA CRIADA EM 1995

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