domingo, 7 de outubro de 2012

Inventos




Quando eu vi a grama verde
com o seu retrato na parede
desejei matar a minha sede
com o seu beijo... se é que me entende.
Não sou tão triste assim
eu tento sorrir um pouco
tão pouco, muito pouco de alegria
que aqueceu lares algum dia.
Mas o desejo de encontrar
a minha sombra que se perdeu
você vai dizer “a sombra não se perde”
então fui eu quem se perdeu num breu.
Quando passares na esquina
aquela onde era a minha casa
na rua da esperança, bairro da lembrança
cidade da saudade
não se lembre de mim como uma verdade
lembre do beijo azedo
que durou bem mais cedo
do que se esperava
quando a sua alma se espedaçava.
Quando rolar pela grama verde
nunca mais sentir sede
vai dar saudade, muita saudade
de tudo o que nosso amor inventava.

**POESIA CRIADA EM 1995

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