domingo, 13 de novembro de 2011

Nada mais


Lágrimas que caem dos meus olhos
com a sutileza de um terremoto
que me fazem padecer em um mar vazio
com a triste ilusão de ser feliz.
Tenho a minha garganta inflamada
de tanto pigarrear palavras de amor
tão nobre de gestos simples
e gritando afonicamente a sua fraqueza.
O mundo é tão grande, até onde meus olhos alcançam
e se cansam ao perceber que nada mudou
tudo continua como nunca esteve
e eu aqui...
tentando decifrar um poema em português.
Sempre estou usando palavras sem nexo
que não tem sentido e não tem tradutor
fico sempre sentado nas dunas
e esqueço que tenho de viver
a vida é tão significativa
como uma novela sem fim
lágrimas que caem dos meus olhos
não sei dizer se é bom ou ruim
mas preciso viver
e pra viver eu preciso de mim.

***POESIA CRIADA EM 1994

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