domingo, 23 de outubro de 2011

Psicose


Vislumbrei o passado mais distante
acatei as ordens mais ordinárias
vi o mundo sangrar em grande violência
e me tornei um eremita da cidade.
Quando o céu pegou fogo, eu sorri
senti satisfação em ver no rosto das pessoas o terror
todos pedindo perdão, pois o momento convinha
e eu sorria e chorava tudo em vão.
Eu estava tão encantado com o fim
dançava sob o som de ossos se quebrando
evocava o nome de Deus, as crianças não
envolvi-me em terminais de vida, tão sozinho.
Tentei pedir calma, explicar que era tudo fantasia
mas ninguém me escutou, estava tão escuro
foi então que a luz surgiu do nada e de repente
eu vi a palavra fim na tela
e alguém me falou que o filme tinha acabado.

***POESIA CRIADA EM 1994

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