domingo, 2 de outubro de 2011

Meus olhos*


Seus olhos, seus olhos
seus olhos a cantar
seus olhos, seus olhos
seus olhos a bailar
seus olhos que desejei amar.
Seus olhos que lágrimas deixam
uma triste infinita dor
que temem em sorrir e se entregar sem pudor
que temem em sair à noite
sem reação, sem um latim e sem cor
seus olhos que temorizam
triste visão no espelho carnal
ficam mudos com um grito matrimonial
que fecham pálpebras inchadas sem dormir
que da cor encarnada não tem o que presumir
seus olhos da menina dos meus olhos
sangram em vertigens ameaçadoras
afogam-se nas lágrimas desesperadas
sonham inchados, vícios e traidoras
aprenderam a falsidade do nome da própria pessoa
seus olhos castanhos vislumbram um amor
da vida intima, tristeza e rancor
seus olhos mataram sem armas
seus olhos mataram quem ama.
Seus olhos, seus olhos
seus olhos a penar
seus olhos, seus olhos
seus olhos a chorar
seus olhos que farei calar.
Meus olhos, meus olhos
Que só sabem...

***POESIA CRIADA EM 1994

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