quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Civilizados

A leveza do ser, tão desumana e proletária
tantos seqüestros, vidas apagadas com um tiro
uma pessoa vegetando num canto qualquer
pensando em sei lá o que ou no rosto de uma mulher.
Você vive dizendo que o mundo é belo
e não vê a miséria que te cerca a distância
crianças sem o que comer, sem uma estância
pois é tão grande a vida e tão insignificante.
Não adianta chorar pelos nossos mortos
se em vida nunca lhes foram dado valor
não tente se fazer de vitima assustada
ao terminar de assistir a um filme de terror.
Ir a igreja pedir perdão de Deus
se na próxima esquina mataras alguém com o olhar
darás as costas para um mendigo, esse não tem valor
e ainda assim você me fala de amor.
Meus olhos contemplam triste tal visão
e penso se eu nasci ou apenas estou morrendo
segurando forte a tua mão...

***POESIA CRIADA EM 1994

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