segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Realidade*


Quando me dou por conta
aqui estou eu, novamente só
solidão, minha única companheira
solidão, que sabe tudo sobre a minha pessoa.
E em um abraço forte da tristeza
e o toque gelado de uma lágrima
faz-me pensar na pessoa que amo
que para sempre me deixou sem dizer adeus.
E a amargura que corroí o meu coração
é a mesma que me destrói aos poucos
é a mesma que me traz tantas lembranças
lembranças prontas como um bouquet de rosas.
Um homem não deve chorar
mas como posso evitar tal coisa
se as lágrimas dos meus olhos insistem em cair
e meu peito dói como tivesse sido alvejado.
Queria poder consertar as coisas
ajeitar todos meus erros
queria ter você novamente
e beijar sua boca suavemente.
Queria poder te perdoar
mas meu orgulho não deixa
e pra sempre vou te olhar
como um passado que nunca passou.
Tanto tempo passou depois que te perdi
mas seu rosto ainda esta em minha mente
você nunca passa despercebida por mim
sei o quanto esta solidão é cruel
sei que te amo e te odeio...

***POESIA CRIADA EM 1992

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